Operação prende jovem tetraplégico que roubou mais de R$ 1 milhão aplicando golpes na web

Jovem com deficiência aplicava golpes

Jovem com deficiência aplicava golpesFoto:

Polícia Civil do Estado do Piauí, por meio da DRCI – Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, com apoio da GPE – Gerência de Polícia Especializada e DINTE/SSP – Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, deflagrou a fase ostensiva da Operação “X” em 29 de abril de 2021 com o cumprimento de mandados de prisão temporária, busca e apreensão e sequestro de bens na cidade de Teresina.

Segundo os dados da polícia, foi identificado por meio de investigação um jovem que teria deficiência e estaria aplicando golpes pela internet. A investigação começou em 2020.

Segundo o Delegado Anchieta Nery, titular da DRCI, “o golpe consistia no principal investigado, ao se apresentar em redes sociais como suposto hacker e até mesmo suposto “pai de santo” para oferecer “serviços” a suas potenciais vítimas. Falsa promessa, porque esses serviços nunca eram realmente prestados, segundo os relatos das vítimas. Pois ele bloqueia as vítimas logo após receber pagamentos em dinheiro. Foram identificadas vítimas nos 27 estados da federação.” O criminoso se autointitulava pela alcunha de “Branco” e se associou a diversos familiares que o auxiliaram na prática do crime de estelionato e na posterior lavagem do dinheiro obtido como proveito dos golpes. Todos os investigados confessaram a prática dos crimes em interrogatório policial.

Na deflagração da Operação “X”, foram deferidos 03 (três) mandados de prisão temporária, 01 (uma) cautelar diversa da prisão, 05 (cinco) mandados de busca e apreensão, e o sequestro de bens obtidos como proveito do crime – imóveis, veículos, demais ativos financeiros.

Até dezembro de 2020 essa associação criminosa obteve em torno de R$2.000.000,00 (dois milhões de reais) diretamente com esse golpe. “A Polícia Civil tem se especializado no ataque ao patrimônio de associações criminosas que praticam crimes financeiros. A Operação “X” é mais um passo no desenvolvimento dessa metodologia de trabalho.” Afirmam os Delegados Matheus Zanatta e Yan Brainer, que participaram dos trabalhos investigativos.

Piauihoje.com

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